Domingo, 12.09.10

O caso da Fotografia Misteriosa

Neste Domingo, 12 de Setembro, abro o Fotolog e dirijo-me ao da minha amiga e prima, Amélia Monteiro, para encontrar esta fantástica fotografia:

O intróito da página de Amélia para este dia, começa assim:
"Achei interessante esta foto "preta" encontrada no fundo do baú e lembrei-me de fazer uma cópia. A foto foi feita no Fogo mas não sei onde teria sido revelada. Trata-se de uma foto feita sobre um papel brilhante e negro e a foto em si é só uma leve película que parece uma gelatina fina colocada sobre o fundo negro. Na reprodução não se nota bem. Olhando para o lado esquerdo a mancha preta é um pedaço da tal gelatina que já saiu. Quem conhece este sistema?"
Esta foto de 1933, é de Agnelo Henriques e António Macedo Barbosa, com suas respectivas famílias à frente. Agnelo Henriques foi um dos fundadores dos Sokols de Cabo Verde. Independentemente do imediato aproveitamento da foto para ilustrar a árvore genealógica que desenvolvo, (pois todos os da foto são parentes meus), fiquei curioso sobre o sistema desta fotografia misteriosa, que me fazia lembrar as tiras hawid que usava em filatelia para fixar os selos nas páginas dos álbuns.

Estas tiras são constituídas por duas películas plásticas, uma negra e aderente e outra transparente. Cortava-se (com uma guilhotina) a tira à medida do selo e introduzia-se este entre as películas com, obviamente, a face virada para a película transparente. Colava-se então a parte adesiva da película negra, no rectângulo do álbum reservado ao selo em questão. A parte negra e brilhante do fundo surgia circuncidante ao selo, dando a este todo o merecido realce e a parte transparente conferia uma muito melhor protecção que a das mais clássicas e baratas charneiras.
Ainda me lembro da alegria que tive ao colar um exemplar do primeiro selo de Cabo Verde na primeira página do álbum de selos da então província de Cabo Verde. O valor facial mais baixo dessa edição era o de 5 reis. Um selo gravado a branco sobre fundo negro, com a coroa portuguesa ao centro. Foi pena não ter podido completar a série destes selos, que foram lançados em Cabo Verde no dia 12 de Setembro de 1877, fazem hoje precisamente 133 anos. Resta-me o consolo de ter podido adquirir o envelope do primeiro dia dos selos comemorativos do "centenário do selo cabo-verdiano". Eis digitalizado o envelope que menciono:
Voltemos agora à fotografia que Amélia publicou. Mantém-se o mistério da técnica utilizada. Na realidade em 1933 já esta técnica estava ultrapassada, mas em Cabo Verde desse tempo, as coisas levavam muito tempo a serem usadas e as inovações demoravam a chegar. A técnica em questão era a do ferrotipo, inventada em 1853 e posta de lado no fim do século XIX:
"Processo constituído por um negativo de chapa húmida de colódio com um fundo escuro para a formação do positivo; mas ao invés de usar verniz ou pano escuro, era utilizada uma folha de metal esmaltada de preto ou marrom escuro, como suporte do colódio"
Veja o todo deste extracto (aqui)

Eis que se desvendou "O caso da Fotografia Misteriosa". Porém, não posso deixar de recordar um dos livros da colecção Vampiro que ostentava este mesmo título e que guardo religiosamente na ala da minha biblioteca dedicada aos livros policiais de Erle Stanley Gardner, um dos meus autores preferidos. Vejamos a sinopse:
" Livro de mistério policial lançado em 1934 da série Perry Mason pelo autor prolífico Erle Stanley Gardner. Um artista que promove concursos de beleza em cidades pequenas da Califórnia convence os comerciantes locais a doarem dinheiro para o evento, e à vencedora é prometido um contrato para um filme em Hollywood. N verdade, nenhum contrato existe, e o promoter evade-se com o dinheiro. Diversas mulheres jovens já cairam nesse esquema quando o Perry Mason é empregado para encontrar um delas, Marjorie Clune, que trabalhou no esquema e está tentando ela mesma sucesso em Hollywood. O promoter inescrupuloso do evento é assassinado e então, Marjorie transforma-se na principal suspeita."

Aquando da minha estadia nos Estados Unidos para fazer o PhD, tive o ensejo de desfrutar de várias "cerejas no topo do bolo" ao seguir as séries televisivas de Perry Mason, quer as a branco e preto (dos anos 60) quer as modernas, a cores (dos anos 80). Ambas eram protagonizadas pelo insofismável actor canadiano Raymond Burr. Sendo hoje o 17º aniversário do seu falecimento, deixo-vos com este clip, em homenagem ao fantástico actor:

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sinto-me:
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Domingo, 06.09.09

Nel blue dipinto di blue: Dalton, Teixeira de Sousa e Pavarotti

Tendo sido hoje o meu último dia de férias (viva a liberdade!), fui com a família passar o dia no Sambala Village. Após o almoço, estendemo-nos à beira da piscina sobre uns catres ali colocados para o efeito. Olhava eu ora para o azul do céu, ora para o azul turquesa da piscina, tentando magicar o artigo que deveria escrever neste blog, ao regressar a casa.
 
Nisto, oiço meu filho ao lado, soltar uma valente gargalhada. Virei-me e deparei com um livro de banda desenhada de Lucky Luke, atrás do qual pude discernir o cabelo do rapaz, cuja cabeça enfiara pelo livro adentro. "A balada dos Dalton" era o título. Fiquei logo baralhado, pois ocorreu-me não ter mencionado o "outro" Dalton no artigo da semana passada. Entretanto senti saudades dos livros de quadradinhos da minha infância e das peripécias à volta das leituras dos mesmos, muitas vezes às escondidas dos nossos progenitores.
 
 
Voltei ao azul envolvente para me concentrar de novo no que iria escrever. O céu, a piscina, o mar próximo (região da praia de São Francisco) deram-me a sensação de vaguear em grande liberdade e acabei dormitando a sonhar que voava sobre as ondas do mar, acompanhado por anjos daltónicos que só viam o azul. Acordei pouco depois com uma nova, troante gargalhada. Levantei-me e fui nadar!
  
À tardinha, regressámos à Praia e dirigi-me ao computador para iniciar este artigo. Olho para o cinzento retrato de Rutherford do artigo anterior e volto a sentir remorsos por não mencionar o nome do "pai da teoria atómica moderna", ou seja John Dalton. Este estudioso e pesquisador transdisciplinar, não foi Professor universitário, mas metia muitos deles no bolso, como podem ver, seguindo o link do nome.
 
 
 

Mas, o sonho da "djonga" com os anjos daltónicos persegue-me, pelo que talvez seja bom mencionar o facto deste cientista ter feito um estudo sobre a discromatopsia, ou seja a dificuldade que algumas pessoas têm em percepcionar certas cores. Dalton padecia desta anomalia que veio, em sua homenagem, a ser conhecida por Daltonismo. Acontece que tenho dois cunhados e um meio-irmão daltónicos! esses não distinguem o verde do castanho: não distinguiriam por exemplo o número 6 na figura ao lado.

 

 

Vejo que hoje, me sinto levado no vento, qual escritor inspirado pelo azul do mar. Poderei eu um dia tornar-me escritor? A minha área é das ciências exactas e estou habituado a usar poucas palavras para ir direito a assuntos, sem rodeios! Quando disse isto a um amigo, ele me lembrou que Teixeira de Sousa era médico, porém, um respeitado escritor cabo-verdiano!

 

Efectivamente, Henrique Teixeira de Sousa é descrito como um escritor influenciado pelo Mar. Vejamos um extracto do site "Livro di Téra" a propósito do escritor e seu livro "Capitão di Mar e Terra":

 

 

"A temática do mar foi a obsessão e o fascínio de Teixeira de Sousa, o que é característico, aliás, em diversos escritores cabo-verdianos. É o mar cercando as ilhas, o mar convidando à evasão, o mar, em suma, aprisionando e aliciando à aventura, à emigração. Foi assim em Contra Mar e Vento e em Ilhéu de Contenda, é assim em Capitão de Mar e Terra."

 

 

Há bem poucos dias descobri que tenho um laço de parentesco com Teixeira de Sousa. Já tratei de o colocar na árvore genealógica (ver aqui). Talvez esses laços e a vivência do dia de hoje me esteja a conduzir para "me fascinar" à Teixeira de Sousa: mar, evasão, liberdade, um daltonismo que faça ver tudo pintado de azul! N.B.: O último livro de Teixeira de Sousa tinha capa azul e intitulava-se: "Ó Mar de Túrbidas Vagas". Mas isto me faz lembrar uma maravilhosa canção criada em 1958 por Domenico Modugno and F. Migliacci, intitulada "Nel blue dipinto di blue", mais conhecida por VOLARE:

 

Penso che un sogno così non ritorni mai più

Mi dipingevo le mani e la faccia di blu

Poi d'improvviso venivo dal vento rapito

E incominciavo a volare nel cielo infinito

 

Volare, oh, oh!

Cantare, oh, oh, oh, oh!

Nel blu, dipinto di blu

Felice di stare lassù

 

E volavo, volavo felice più in alto del sole ed ancora più su

Mentre il mondo pian piano spariva lontano laggiù

Una musica dolce suonava soltanto per me

 

Volare, oh, oh!

Cantare, oh, oh, oh, oh!

Nel blu, dipinto di blu

Felice di stare lassù

Nel biu, dipinto di blu

Felice di stare lassù

 

 

Poderia vos oferecer esta canção interpretada pelo próprio Domenico Modugno (ver aqui) mas, sendo tantos os intérpretes ao longo dos anos, e em diversas línguas (inclusive em português por Simone de Oliveira - ver aqui), tenho o privilégio da escolha. Assim aqui vai ela, interpretada pelo maior tenor do século XX: Luciano Pavarotti. Reparem nas paisagens do clip que se segue, onde o mar e o azul dominam:

 

..

 

 

Já descobri a razão desta inspiração do "outro mundo" que adveio da conspiração destas nobres almas:

 

  • John Dalton nasceu a 6 de Setembro de 1766 (243º aniversário hoje)
  • Henrique Teixeira de Sousa nasceu a 6 de Setembro de 1919 (90º aniversário hoje)
  • Luciano Pavarotti faleceu a 6 de Setembro de 2007 (2º aniversário hoje)
sinto-me:
música: VOLARE
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Domingo, 28.06.09

Djédjé di Nhô Antóni, viu São Pedro!

Após as estrondosas notícias dos últimos dois dias ... :

  • 25 de Junho - " O cantor e compositor Michael Jackson, 50, morreu às 18h26 (horário de Brasília) desta quinta-feira (25), após sofrer uma parada cardíaca em sua casa, em Los Angeles. Segundo o jornal "Los Angeles Times", os médicos do hospital da Universidade da Califórnia confirmaram a morte do cantor, que teria chegado ao local em coma profundo" - [in UOL]
    ..
  • 26 de Junho - "Cidade da Praia, 26 jun (Lusa) - A elevação da Cidade Velha a Patrimônio Mundial da Humanidade, anunciada nesta sexta-feira pela Unesco, marca um projeto iniciado há uma década e vai permitir o desenvolvimento do primeiro núcleo populacional surgido na ilha de Santiago, em Cabo Verde. Também conhecida por Ribeira Grande de Santiago, a região foi descoberta pelos portugueses em 1460 e, dois anos mais tarde, foi fundada no local a primeira cidade do mundo construída por europeus nos trópicos." [in LUSA]

 

Vejam o que eu dizia a este respeito em 31 de Janeiro de 2007 :
..
 
... chegamos a este Domingo, véspera de São Pedro, com vontade de regressar ao sopé do Vulcão do Fogo e desfrutar a calma ali reinante:
 

 

Mas, ... porque resolvera eu ir ao Fogo há dois meses atrás e levar minha mulher comigo? Precisamente para apreciar in loco o que eram as "festas da bandeira" e ter uma visão daquilo que minha avó Quinha, tios e primos contam a propósito da "Bandeira di nhô San Pedro" que tem "estado na família" desde que meu bisavô Djédjé di Nhô Antóni a tomou!

 

 

Eis a história:

 

José António da Silva pertencia a uma família de posses, filho do major António José da Silva, influente personagem do século XIX na ilha do Fogo. Conhecido por Djédjé di Nhô Antóni, José da Silva possuía um navio, de que era capitão, que fazia viagens entre Cabo Verde e os Estados Unidos, no início do século XX. Embora tivesse ganho muito dinheiro com este circuito, Djédjé transportava de graça para os USA, muita gente pobre e era um homem conhecido pela sua bondade e devoção religiosa. Numa de suas viagens de regresso da Nova Inglaterra, Djédjé apanhou um violento temporal e o navio teve um rombo, começando a entrar água. O naufrágio era iminente. Meu bisavô, poz-se de joelhos e começou a rezar fervorosamente. Nisto, fez-se um clarão (provavelmente de um incêndio na rectaguarda) e Djédjé exclama "Nhu San Pedro! nhu salvan!". E não é que uma embarcação que passava ao largo do escuna, vê as chamas e vem em socorro de Djédjé e da tripulação?

 

Desde então, José da Silva prometeu usar o resto de sua fortuna, promovendo as festas da "Bandeira de nhu San Pedro", até que a morte o levasse. Só que as estrondosas festas foram-se desvanecendo (de tal sorte que já nem delas se falam nos artigos nacionais: ver aqui) à medida que os anos se passavam e que a fortuna de Djédjé definhava. O homem viveu 96 anos!

 

Hoje, com muito pouca festa, ainda se diz a missa e se entrega a bandeira ao padre. A bandeira continua na nossa família e é sustentada pelo neto "Nénezinho", que vive nos Estados Unidos.

 

O ponto alto das festas de São Pedro no Fogo recai sobre o então célebre Canizade (uma espécie de dança, com máscaras e saiotes de palha). Este tem lugar na véspera do dia da festa. Hoje, dia 28 de Junho é vespera de Nhô San Pedro! Haverá Canizade no Fogo? NB: segundo Henrique de Pina Cardoso:

 
"Canizade, úndi qês canizade tã badjabo, tê de pramanha… Rôpa de canizade êh um s’péce de máscra, qi tâ parce qês índio maricano, qú qês saia de padja, qês latas pindrado, suma qês tchocadjo qi tâ podo na limária pâ bú sabê úndi ês s’ta tâ anda."
sinto-me:
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Domingo, 07.06.09

Santos diabinhos!

Há trinta anos comemorava-se o Ano Internacional da Criança. Nesse ano, os Correios de Cabo Verde lançaram no dia 1 de Junho, selos comemorativos e castiços envelopes do 1º dia. Eis a imagem de um dos envelopes da minha colecção filatélica:
 
 

 

 

 

Reparem que a célebre frase atribuída a Cabral, "As crianças são as flores da nossa revolução", foi "doirada" para "As crianças são as flores da nossa luta" ! (no coments!)

 

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Há vinte anos (1989), as crianças viam nascer uma famosa telenovela Mexicana: Carrussel. Na sua versão brasileira de 375 episódios, elas eram apelidadas pelo zelador do colégio, o Firmio, de "Santos diabinhos". Dava gosto assistir aos episódios dessa produção televisiva. Fazendo um clique na foto ao lado, serão conduzidos para um YouTube resumo do 1º episódio.

 

 
****/****

 

 

Há poucos dias fui desencantar nas minhas "pesquisas arqueológicas" aos haveres de meus antepassados, três fotos de minha infância, onde me encontrava ladeado de outras crianças em poses inocentes, após (lembro-me perfeitamente) diabruras e traquinices no quintal da casa de minha avó, que agora é meu lar. Reparem que bem podiam estas fotos serem intituladas de "Santos diabinhos":

 

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Já repararam nas características orientais desses meus amiguinhos? Pois é, estávamos em 1963 e já tínhamos "chineses" na nossa cidade! Quem serão eles? Vou suspender aqui o artigo, para vos dar a oportunidade de adivinharem. Dica: são parentes (sobrinhos) de uma médica, então vizinha nossa, que viria a ser objecto de trocadilhos após a exibição aqui na Praia do filme Born Free. O título em português e os nomes do casal governamental, da época dirão tudo.

 

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E disseram mesmo! Recebi há minutos a resposta que esperava, por e-mail, de uma parente minha, prima do ilustre tio das crianças das fotos, minhas vizinhas (moravam no palácio do Governador).

Esse tio, era o então (1963-1969) Governador da Província de Cabo Verde, Leão Maria Tavares Rosado do Sacramento Monteiro (origem do Fogo). A mulher desse Leão (que está na minha árvore genealógica) era uma médica macaense que respondia pelo nome de Elsa (Elsa Maria José de Sena Fernandes). As crianças eram filhas da irmã de Elsa, de nome Arlete. O filme em questão tinha por título: "Uma Leoa chamada Elsa", donde as piadas que à boca pequena (era no tempo da PIDE) se faziam.

 

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Este filme foi muito comovedor. Baseado no livro Born Free da escritora checa Joy Adamson, (nascida Friedericke Victoria Gessner) relata a história verídica sobre uma leoa e a mulher (Joy) que a criou e depois devolveu à liberdade. O filme recebeu vários galardões internacionais, entre os quais os óscares da melhor banda sonora (compositor Jonh Barry) e da melhor canção de 1967. Esta canção é certamente de vós conhecida e terei muito gosto de terminar este artigo com o clip da mesma, primorosamente interpretada por Matt Monro, nome artístico de Terence Edward Parsons, cançonetista londrino dos anos 60 que se tornou famoso pela voz que dava às canções de filmes:

 

.. .
sinto-me:
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Domingo, 26.04.09

Fotos BCS de lindas, simpáticas e atraentes primas minhas

As fotos BCS (Beleza, Charme e Sensualidade) do meu artigo anterior causaram um agradável efeito em muitos que passaram pelo blog.
 
Uma de minhas primas achou interessante e prometeu-me enviar fotos dela para que compusesse um BCS neste espaço. Então pus-me a pensar que se calhar não seria má ideia homenagear a beleza, o charme e a sensualidade de algumas das mais bonitas, simpáticas e atraentes jovens que figuram na minha árvore genealógica. 
 

Procurei as fotos que elas mesmas publicaram na Internet e com a devida vénia as reproduzo aqui em forma BCS. Durante algum tempo não colocara nem nomes nem links, para que, se porventura a alguma delas não agradasse a ideia, houvesse tempo de remover ou substituir fotos. Como não obtive objecções, libero por agora os links.

 

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Minha prima em 5º grau
 
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Minha prima em 8º grau
 
 
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Minha prima em 5º grau
 
 
Minha prima em 4º grau .
sinto-me:
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Domingo, 07.09.08

Homens elegantes, bonitos e sedutores da nossa árvore: II - Os Rezende Mascarenhas

Como já o dissera em artigo anterior, descendentes masculinos da minha bisavó Ludovina da Graça Rezende e de seu primeiro marido, o médico Lourenço de Loyola da Silva Mascarenhas, foram considerados também como integrantes de um grupo de homens elegantes e bem parecidos da nossa árvore genealógica.


São todos descendentes do único filho desse casal e não obstante a influência da beleza das diferentes mulheres deste paradigmático indivíduo conhecido por Chico Gaiola, têm todos o cunho indelével dos traços de Francisco (cabelos grisalhos precoces dos Rezende e lábios finos dos Mascarenhas). Vejamos então alguns destes "galãs de cinema": quatro são filhos de Francisco Xavier de Rezende Mascarenhas e os restantes quatro são netos. Passando o cursor (ou fazendo um clique) sobre uma foto, pode-se saber quem é o pai (ou a mãe se esta for filha de Chico). Um clique sobre a pergunta "Quem sou?" leva à página genealógica respectiva.

---"Quem sou?"--- ---"Quem sou?"--- ---"Quem sou?"--- ---"Quem sou?"---


---"Quem sou?"--- ---"Quem sou?"--- ---"Quem sou?"--- ---"Quem sou?"---
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Domingo, 17.08.08

Homens elegantes, bonitos e sedutores da nossa árvore: I - Os Lisboa Santos

Algumas pessoas me perguntaram se pretendia valorizar também os "homens bonitos" da árvore genealógica. Respondi sempre que não saberia como apreciar esse "grau de boniteza" e que poucas fotos tinha. Porém, comecei um exercício de separar todas as fotos antigas, de homens que me pareciam semelhantes a galãs de cinema e constatei, surpreso, que as podia inserir em quatro grupos:
  • Dois dos grupos eram de descendentes, respectivamente, de duas irmãs, bisavós minhas do lado materno
  • Um outro grupo era de descendentes dos Reis de Sousa pelo meu lado paterno.
  • Um quarto grupo continha alguns afastadíssimos parentes e maridos de parentes (casos isolados)
Escolhi para hoje, os Lisboa Santos que descendem do meu bisavô José António dos SANTOS e da minha bisavó Maria de Jesus Barbosa REZENDE (ver foto à esquerda), pois os da outra bisavó obtiveram a "boniteza" pelo lado do primeiro marido, aquele que não é meu bisavô. Escusado será dizer (visto as bisavós serem irmãs) que a "boniteza" destes que hoje vos apresento, proveio do meu bisavô José António dos SANTOS, o primeiro filho do casal que juntou LISBOA a SANTOS: Áurea Maria LISBOA e António Manuel dos SANTOS. Irão reparar, nas fotos a seguir apresentadas, os olhos grandes e pestanudos dos LISBOA e a grande testa dos SANTOS.


Vou apresentar agora oito gentlemen, quatro são filhos do casal da foto e quatro são os respectivos filhos primogénitos (netos do casal). Saberão dizer quem é o respectivo pai? Basta com o rato fazer passar o cursor sobre a foto e esperar que se abra uma janela (ou então fazer clique na foto). Se seguir o link do "Quem sou?", irá para a página do indivíduo na da árvore genealógica.


---"Quem sou?"--- ---"Quem sou?"--- ---"Quem sou?"--- ---"Quem sou?"---



---"Quem sou?"--- ---"Quem sou?"--- ---"Quem sou?"--- ---"Quem sou?"---


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Domingo, 10.08.08

Estive esta semana com os maiores genealogistas da Macaronésia


Tive esta semana o ensejo de receber em minha casa dois dos maiores genealogistas da Macaronésia: Jorge Forjaz e João Nobre de Oliveira.

Começo por vos falar de Jorge Forjaz, um historiador da ilha Terceira, várias vezes premiado pelas suas obras genealógicas. Este genealogista, publicou em co-autoria com António Ornelas Mendes, nada mais nada menos, do que 8.000 páginas de Genealogias da Ilha Terceira distribuídas por 9 volumes (ocupando mais de um metro de prateleira). Se seguir o link anterior, conhecerá um pouco mais da Genealogia e dos autores dessa grandiosa obra.

Este cientista é ainda autor de muitas outras obras genealógicas como por exemplo:
Forjaz esteve agora em Cabo Verde a fazer pesquisa genealógica com vista a nos surpreender um dia com mais uma obra digna da sua reputação.

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Contudo, nada como um cabo-verdiano para nos brindar com uma Genealogia das Famílias Cabo-verdianas. Este ilustre hesperitano é o Dr. João Nobre de Oliveira que, triunfalmente anunciou ter entregue o seu manuscrito no passado dia 31 de Julho. A sua obra terá também vários volumes e cobre mais de 200 famílias conhecidas em Cabo Verde. Oliveira esteve há dias comigo, e tive o privilégio de ter tido um cheirinho de sua obra nos ecrãs de meus computadores. É algo que vai ser notado e notório, à altura das grandes obras do género e da História de Cabo Verde. Eis o que Oliveira diz no seu fotolog:

Terminei

Terminei a minha maratona genealógica! Entreguei o manuscrito ao editor. Espero que tudo corra bem e possa ter cá fora as Famílias Cabo-Verdianas (Genealogia Hesperitana), antes do Natal. Vamos ver. E aproveito para pedir fotografias, principalmente de gente antiga, como algumas das que já apareceram neste fotolog. Como têm o meu mail enviem-nas legendadas em formato digital. Não é certo que inclua as fotos mas é melhor estar preparado.
Quanto a foto acima, o Director dos Serviços de Educação, Dr. Sou Chio Fai, foi uma das personalidades convidadas para transportar a tocha na sua passagem por Macau. E ele ofereceu a tocha a Educação (cada atleta ficou com a tocha que transportou, só a chama é que ia passando de tocha em tocha). Todos os funcionários puderam tirar uma foto com ela.
publicado por jorsoubrito às 19:16 | link do post | comentar
Domingo, 22.06.08

Genealogistas cabo-verdianos da actualidade


Meus caros, após uma semana, cá estou eu para me classificar como um "amante da Genealogia Social". Na realidade, esta paixão é um hobby que desenvolvo, mais na óptica do coleccionador do que na de um académico. Sinto-me congratulado quando descubro um novo parente ou, melhor ainda, quando um parente me descobre e envia dados e fotos para colocar na árvore www.barrosbrito.com. Aproveito também para nesse site ser o mais didáctico possível, colocando factos históricos e eventos dignos de nota, dos indivíduos que nele figuram. A colaboração de todos é bem-vinda.

Mas, a Genealogia académica cabo-verdiana, conta com um meticuloso e sofisticado investigador, o Dr. João Manuel Ferro Nobre de Oliveira, o autor de: A Imprensa Cabo-verdiana (1820-1975) (Edição da Fundação Macau - Direcção dos serviços de Educação e Juventude; Setembro de 1998, por ocasião da visita oficial a Cabo Verde do Governador de Macau, General Vasco Rocha Vieira. ISBN 972-658-017-X). Este historiador, está há bastantes anos a trabalhar na História das Famílias Cabo-verdianas, obra que dentro de um a dois anos dará à estampa e que todos nós ansiamos perdidamente. Oliveira tem tudo devidamente certificado e apoiado em fontes fidedignas.

Porém, muito mais social do que eu, está o Dr. Luís António dos Santos Júnior. Este grande genealogista, não só desenvolve na Internet, uma árvore genealógica (Hesperitanas) de todos os cabo-verdianos que tenham conexões de parentesco com parentes dele, Luís (mesmo que o não sejam dele parentes; ver a nota introdutória), mas também criou um Fórum de Discussão de Genealogia Hesperitana. Neste fórum, podem-se conjugar esforços e fazer especulações sobre eventuais laços de parentesco entre personagens do antigamente e de agora.

A ilha do Fogo tem sido o exemplo de cruzamentos consanguíneos e de famílias que se misturam e remisturam, para preservar a terra, para preservar o nome, para preservar "a raça", para ... Bem, o mais complicado é que os nomes completos se repetem na linhagem vertical (isto até é fácil de deslindar) mas também em linhagens paralelas de primos. O Dr. Adalberto António José Barbosa, desenvolveu um extraordinário trabalho genealógico publicado na Internet, em que poderemos navegar através das famílias: Barbosa, Henriques, Monteiro e Vasconcelos. Adalberto conseguiu trazer à luz, estes intrincados laços de parentesco, e vale a pena a consulta.

Há outras árvores cabo-verdianas na Internet, mas as duas que mencionei são-me bastante úteis, tanto mais que os autores são meus parentes.

Fica aqui o meu reconhecimento profundo a estes três genealogistas cabo-verdianos, pelo trabalho extraordinário que têm feito em prol da história das famílias destes dez grãozinhos de terra!


publicado por jorsoubrito às 21:50 | link do post | comentar
Domingo, 15.06.08

Cinco caminhos genealógicos

Porque me interesso pela Genealogia? Além de mim, muita gente gostaria de o saber! Há quem até torne mais lata a pergunta: "porque é que pessoas se interessam pela Genealogia?"

Antes de responder, pus-me a observar os dados que tinha e tornou-se-me óbvio que há várias razões para que haja interesse nesse ramo do saber. Mais, as motivações e os objectivos são tão diversos que podemos mesmo agrupá-los em categorias diferentes e, curioso, até disjuntas: há quem faça genealogia por motivos diametralmente opostos e há quem o faça por razões que nada têm a ver umas com as outras (nem convergentes, nem divergentes)

Deste modo, acabei ao longo destes anos, por classificar em cinco tipos, as motivações e as pessoas atrás de um empreendimento genealógico. A classificação que se segue é puramente subjectiva e é o modo como "vejo a questão":
  1. Genealogia académica - Quando a Genealogia é encarada como uma ciência, ela é exercida de maneira assaz rigorosa, corroborada por fontes seguras e comprovadas e observando as regras da investigação científica próprias das ciências humanas. A Universidade do Minho, por exemplo, tem um ambicioso programa de investigação genealógica em curso. Pelo mundo fora, assistem-se a várias teses de doutoramento em Genealogia. Também há investigadores que fazem estudos genealógicos por moto próprio, com vista à publicação de obras e\ou artigos.
  2. Genealogia elitista - Independentemente do natural gosto pelo conhecimento dos seus antepassados, muitos fazem genealogia para que se sintam distintos dos demais. Também os há que por razões de "sangue azul" e políticas (monárquicos) associam-se a um outro ramo do saber (a Heráldica) para traçar ramos genealógicos aristocráticos e plenos de brasões. Porém, a Heráldica e a Genealogia de famílias reais, são componentes essenciais dos estudos académicos já mencionados.
  3. Genealogia religiosa - Muitas religiões se interessam pela Genealogia, principalmente as cristãs. E isto por razões diversas. No entanto a dos Mormons é a que mais me impressiona: estes constroem as árvores genealógicas do mundo inteiro, por acharem ser de sua responsabilidade a realização de "ordenanças de salvação" dos que morreram, com vista à redenção de suas almas (portadores do sacerdócio, realizam estas ordenanças em pessoas vivas da congregação, em favor das que tenham falecido sem as terem feito, a partir de dados provenientes da árvore pesquisada e estas têm a oportunidade de se redimir)
  4. Genealogia social - Chamo de genealogia social aquela a que muitos se dedicam por curiosidade. Saber que "fulano é meu parente" ou poder dizer que "... sou descendente directo do Marquês de Pombal!" ou mesmo o de honrar os antepassados, procurando conhecê-los. Ter um gráfico (árvore genealógica) emoldurado ou arquivado, da sua família ascendente é para muitos assaz importante. Muitas vezes se entra em clubes e associações de genealogia, ou se preenchem "softwares" de genealogia. Torna-se uma espécie de hobby
  5. Genealogia utilitária - Trata-se da prestação de serviços e do desenvolvimento comercial da Genealogia. Como se sabe, muita gente precisa de estudos genealógicos para provar a sua ascendência (processos de nacionalidade) ou para inserir em processos de herança. Outros gostariam de conhecer "avós perdidos" ou de saber de doenças hereditárias (incidência de câncer ou de diabetes) na família. Outros ainda queriam ter um estudo genealógico sobre a história de suas famílias e não sabendo fazê-lo, encomendam-no. Assim, encontramos genealogistas profissionais que vendem os seus serviços. A indústria de programas informáticos tem um sector genealogia, que naturalmente requer profissionais atentos.
Não me vou classificar agora, deixando aos meus leitores a oportunidade de me catalogar entre os grupos que mencionei. Voltarei na próxima semana para melhor ilustrar este assunto.

Recomendo agora a leitura dum sublime texto de Pedro Wilson Carrano Albuquerque, onde poderão conhecer as diversas utilidades da Genealogia e do interesse do seu estudo. Façam clique no link de Considerações sobre a Genealogia
publicado por jorsoubrito às 13:14 | link do post | comentar

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