Serei um cinéfilo ou um cinófilo?

Na realidade nem uma coisa nem outra, ou melhor um pouco das duas coisas!

Embora tivesse nascido ao lado do cinema da Praia e por meu pai ter na altura dois lugares cativos (por ser seu técnico de serviço) em todas as sessões, podendo eu assistir a dezenas de filmes (sem muitas vezes ter a idade requerida), não é de cinema que vos quero aqui hoje falar. Sim, não é do cinéfilo em mim, mas sim do cinófilo que julgo um pouco ser. Que significa este "palavrão" ? Nada mais nada menos do que amigo dos cães.

Desde os seis anos que me acostumei a conviver com cães em casa e tinha um pequeno cão branco e felpudo que se chamava Boby. Este tinha-me sido oferecido pela minha avó paterna, Nha Quinha, que em sua casa na "rua do hospital" fazia a criação destas preciosidades que desconfio muito serem aparentados dos caniches (falarei destes num próximo artigo). Meu Boby era da mesma ninhada de um outro com nariz rosado e que fora oferecido às filhas do Sr. Flávio Cunha, técnico dos CTT, colega de meu pai e progenitor do meu melhor amigo de infância, José Eduardo Cunha.

Boby era muito inteligente e brincávamos às escondidas e a outras diabruras durante 11 anos. Em 1974, este animal que tinha o hábito de sozinho ir e vir à casa de vovó Quinha ver os outros cães (e certamente cadelas) irmãos mais novos, desapareceu, pura e simplesmente. Houve quem sugerisse que o infeliz tivesse sido capturado por um tal Sr. Maurício, dono do restaurante "a Floresta" então sito nas traseiras do local onde veio a ser construido o Hotel Marisol. Maurício ficou famoso por servir uns excelentes guisados de cabrito... até que foram encontradas peles de cachorros nas redondezas do quintal do restaurante que explorava. Pobre Boby!
publicado por jorsoubrito às 21:15 | link do post